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E se Jesus fosse um personagem como Goku, Wolverine ou Capitu? E se, como Veronika de Paulo Coelho ou o Cabeleira de Franklin Távora, ele tivesse sido criado para atender às angústias, esperanças e fantasias de um tempo e de um povo?
Inspirado por Daniel Dennett — que, em Quebrando o Encanto, trata as religiões como fenômenos evolutivos, moldados por seleção cultural — este livro parte de uma hipótese radical, mas intelectualmente legítima: a de que Jesus é uma construção narrativa. Sua historicidade, embora debatida, torna-se secundária diante do fato de que, mesmo que tenha existido, sua imagem foi tão distorcida, mitificada e reconfigurada ao longo dos séculos que já não se pode separar o real do simbólico. Não há fontes neutras; nenhum registro romano ou judaico contemporâneo a ele fora do circuito cristão. Tudo o que temos vem de dentro da bolha — uma bolha devocional, apologética e teológica.
Jesus, então, entra no panteão dos arquétipos. Como Wolverine, que começou como personagem secundário e se tornou ícone cultural por sua plasticidade simbólica. Como Goku, que partiu de um macaco travesso e tornou-se o salvador do universo. Como Superman, surgido num momento em que os EUA precisavam de um novo messias. Ou como Jaspion, herói fabricado para dar à juventude japonesa uma mitologia moderna.
Nesse espírito, este livro propõe: e se tratássemos Jesus como tratamos os heróis dos quadrinhos? E se entendêssemos sua narrativa como uma resposta simbólica a uma ânsia coletiva por justiça, sacrifício e redenção?
Outros homens tidos como históricos também ganharam contornos mitológicos: Pitágoras, supostamente capaz de falar com animais e estar em dois lugares ao mesmo tempo; Arquimedes, que teria incendiado navios com espelhos; Apolônio de Tiana, que realizou milagres quase idênticos aos de Jesus, com direito até à ressurreição.
Mas nenhum deles virou Deus.
Por quê?
Este livro, escrito por um cientista ateu e cético, propõe um estudo crítico e provocador da figura de Jesus — não como ataque gratuito, mas como exercício de liberdade intelectual. Se aceitarmos que personagens são moldados pelas forças culturais que os cercam, então Jesus não é exceção: ele é um produto literário, teológico e político.
Uma obra para quem está disposto a pensar sem medo. Especialmente para ateus que não querem mais fugir da Bíblia — querem decodificá-la.
Gibíblia, A fábrica de absurdos: A História de Jesus Sob uma Lente Ateísta (Estudos Bíblicos para ateus) (Portuguese Edition)
Sale price
$21.99
Regular price $26.99
E se Jesus fosse um personagem como Goku, Wolverine ou Capitu? E se, como Veronika de Paulo Coelho ou o Cabeleira de Franklin Távora, ele tivesse sido criado para atender às angústias, esperanças e fantasias de um tempo e de um povo?
Inspirado por Daniel Dennett — que, em Quebrando o Encanto, trata as religiões como fenômenos evolutivos, moldados por seleção cultural — este livro parte de uma hipótese radical, mas intelectualmente legítima: a de que Jesus é uma construção narrativa. Sua historicidade, embora debatida, torna-se secundária diante do fato de que, mesmo que tenha existido, sua imagem foi tão distorcida, mitificada e reconfigurada ao longo dos séculos que já não se pode separar o real do simbólico. Não há fontes neutras; nenhum registro romano ou judaico contemporâneo a ele fora do circuito cristão. Tudo o que temos vem de dentro da bolha — uma bolha devocional, apologética e teológica.
Jesus, então, entra no panteão dos arquétipos. Como Wolverine, que começou como personagem secundário e se tornou ícone cultural por sua plasticidade simbólica. Como Goku, que partiu de um macaco travesso e tornou-se o salvador do universo. Como Superman, surgido num momento em que os EUA precisavam de um novo messias. Ou como Jaspion, herói fabricado para dar à juventude japonesa uma mitologia moderna.
Nesse espírito, este livro propõe: e se tratássemos Jesus como tratamos os heróis dos quadrinhos? E se entendêssemos sua narrativa como uma resposta simbólica a uma ânsia coletiva por justiça, sacrifício e redenção?
Outros homens tidos como históricos também ganharam contornos mitológicos: Pitágoras, supostamente capaz de falar com animais e estar em dois lugares ao mesmo tempo; Arquimedes, que teria incendiado navios com espelhos; Apolônio de Tiana, que realizou milagres quase idênticos aos de Jesus, com direito até à ressurreição.
Mas nenhum deles virou Deus.
Por quê?
Este livro, escrito por um cientista ateu e cético, propõe um estudo crítico e provocador da figura de Jesus — não como ataque gratuito, mas como exercício de liberdade intelectual. Se aceitarmos que personagens são moldados pelas forças culturais que os cercam, então Jesus não é exceção: ele é um produto literário, teológico e político.
Uma obra para quem está disposto a pensar sem medo. Especialmente para ateus que não querem mais fugir da Bíblia — querem decodificá-la.